Esse blog é uma verdadeira caixa de retalhos, escrevo tudo o que quero, lê quem quiser e comenta quem acha alguma coisa.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

LIVROS ABANDONADOS



Li o texto que posto abaixo e me identifiquei horrores com o autor! Se não curto o livro eu abandono mesmo, afinal ler por obrigação é muito chato. E ninguém está me cobrando nada, se o livro é ruim para mim não leio até o fim e pronto. No entanto, existem pessoas que terminaram de ler o livro que abandonei e dizem que é maravilhoso. Bom, minha trajetória é diferente de qualquer pessoa e tem coisas que não batem. E se não bate, não adianta. 

Mas também sempre me sentia culpada quando diziam: - Mas como assim tu abandonou aquele livro maravilhoso? Bom, um livro não é um ser vivo e não tem sentimentos e se abandono dou um destino para ele e alguém vai ler até o fim.

Por outro lado, sempre leio vários livros por vez, tenho vários começados e dependendo do dia leio um diferente. Assim não enjoo da história, o que diminui as chances de abandono. Abandono vários, mas leio vários também...

O texto abaixo não é de minha autoria e o link para o mesmo está no título.

Boas razões para largar um livro


Uma defesa da leitura interrompida e os motivos mais comuns para praticá-la

DANILO VENTICINQUE

Abandonar um livro antes do fim é um hábito quase tão comum e antigo quanto o ato de ler. Quase todos fazem isso, mas muitos têm vergonha de admitir. A hesitação é justificada. Os leitores desistentes são alvo de uma patrulha. Podem ser vistos como pessoas sem força de vontade, que abandonam um texto no primeiro momento de fraqueza. Há quem questione, também, sua inteligência, ou ao menos sua capacidade para compreender determinada obra – se um leitor a largou, é porque não a entendeu. Talvez a punição mais frequente seja negar a esses leitores o direito de opinar sobre o livro que abandonaram, como se fosse leviano fazer qualquer comentário antes de chegar à última página. Quantas vezes, depois que critiquei um livro, meu interlocutor me perguntou, indignado, se eu o havia lido até o fim? 

Essas três reações podem ser resumidas na crença de que pessoas que largam obras pela metade não são verdadeiras amantes dos livros. A persistência na leitura, mesmo sem prazer, seria uma qualidade essencial a um bom leitor. 

Escrevo sobre o assunto sem qualquer pretensão de imparcialidade: sou um desistente em série. Basta uma mudança de humor, uma distração ou uma frase fora do lugar para que eu deixe um livro de lado e troque-o por outro, talvez para sempre. Minha estante é cheia de exemplares que larguei pela metade. Estão lá, há anos com o marcador na mesma página, na esperança vã de que eu um dia retome a leitura de onde parei. Haja disciplina e memória para resgatá-los. Outros, que abandonei e não tenho a menor vontade de voltar a ler, já perderam o lugar nas prateleiras. Entreguei-os a amigos, colegas e bibliotecas, para fugir do olhar reprovador que me lançavam. Que eles encontrem, em suas novas casas, leitores melhores do que eu. 

Minha profissão agravou esse defeito. Se meus hábitos de leitura na adolescência já eram irregulares e fragmentados, ser soterrado por lançamentos a cada semana os tornou absolutamente caóticos. Recebo (e compro) muito mais livros do que sou capaz de ler. Para avaliar todos, tenho de abandonar os desinteressantes depois de poucas páginas. Ainda resisto ao pecado mortal de julgar um livro pela capa, mas poucos continuam comigo até o final do primeiro capítulo. Os exemplares que não me empolgam vão parar nas mesas de colegas de trabalho. Tornou-se um desafio estimulante tentar adivinhar qual deles poderá ser tocado pelo tema de um novo livro e dar continuidade à leitura que interrompi.

Por curiosidade, criei uma tabela para catalogar minhas leituras e tentar entender a gravidade do meu hábito de abandonar livros. Ao final de um ano percebi que, para cada três obras que eu começara, apenas uma fora lida até o fim. Como o total de livros que abri foi expressivo, o número final de volumes lidos ainda era respeitável. Mesmo assim, me deixei tomar pela culpa. O fantasma da leitura interrompida me assombrava toda vez que eu lia ou ouvia algum comentário sobre um livro que abandonei. Será que o problema era comigo? Seria eu um péssimo leitor?

Comecei a me sentir melhor ao ler os resultados de uma pesquisa feita pela Goodreads, uma rede social para leitores, sobre os motivos que levavam seus usuários a largar um livro. Mais da metade dos participantes admitiu ter o hábito de desistir nas primeiras cem páginas. Apenas 38% deles disseram que liam todos os livros até o fim, pelo simples prazer de terminar tudo o que começam.

Imagino que nem todos tenham sido sinceros. Se o foram, nunca vou entender essas pessoas. Será que elas adotariam a mesma postura diante de uma caixa de leite estragado? Beberiam até o último gole, por pior que fosse o gosto? E se estivessem insatisfeitas no trabalho, continuariam infelizes por tempo indeterminado? Um relacionamento amoroso sem futuro, então, seria um atestado de infelicidade eterna.

Todos os leitores persistentes se parecem, mas cada leitor indisciplinado desiste à sua maneira.

Alguns, intimidados pelo tamanho e pela linguagem de um clássico, decidem interromper a leitura para retomá-la quando estiverem mais preparados. Moby Dick e Ulysses estão entre os clássicos mais abandonados por usuários do Goodreads. Humildes, esses leitores assumem que o problema são eles, e não os livros. Imagino que tentarão novamente um dia e conseguirão triunfar. Descobrirei a verdade quando eu finalmente terminar de ler Ulysses. 

Entre os livros de menor prestígio, um motivo frequente para a desistência é a história pouco movimentada. Cansados de esperar que algo aconteça aos personagens de um livro, os leitores preferem abandoná-los e tentar a sorte com outra obra. Problemas de enredo incomodam mais do que as falhas de estilo. Menos de 20% dos entrevistados pelo Goodreads mencionaram a prosa ruim de um autor como uma razão para parar de ler, enquanto 46% criticaram tramas lentas demais. A falta de simpatia do personagem principal também é um fator importante para a desistência. Isso vale até mesmo para livros de não-ficção: Comer, rezar, amar é um dos cinco livros mais abandonados do Goodreads, por leitores que não se encantaram com as reclamações amorosas da autora, Elizabeth Gilbert.

Dizem que nossa tolerância para ler livros que nos desagradam diminui com o tempo. Stephen King é um dos defensores dessa tese. "Se um escritor sabe o que está fazendo, eu o sigo até o fim do caminho", escreveu King, em On writing. "Se ele não sabe... bem, já passei dos cinquenta, e ainda há muitos livros por aí. Não tenho tempo para desperdiçar com os mal escritos."  

Um dos usuários do Goodreads propôs uma fórmula para determinar a quantidade mínima de páginas que devemos ler para poder largar um livro sem culpa. O número mágico é 100 menos a idade do leitor. É uma regra razoável. Eu a seguiria, se tivesse alguma disciplina – mas não tenho. Parar de ler na página 10 é tão natural quanto parar na página 73. Abrir um livro é um ritual muito mais leve e agradável quando sabemos que podemos abandoná-lo a qualquer momento. Se chegarmos ao fim, terá sido por puro amor à leitura, e não por obrigação. Que os deuses da literatura tenham piedade de nós, desistentes. E que o próximo livro seja melhor do que aquele que acabamos de largar.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Falta de comprometimento: como transformar isto?

Hoje pela manhã ao sair de casa passei pela situação citada no início do texto que reproduzo a seguir e que por acaso li e achei interessante compartilhar.

Imagem retirada da internet

Deixo claro que a autoria do texto abaixo NÃO É MINHA, ao final, segue o link da mesma.

Falta de comprometimento: como transformar isto? Autoria de Gustavo G. Boog

A falta de comprometimento se manifesta nos pequenos e grandes exemplos – nas minhas caminhadas matinais percebi de uns tempos para cá que há um número crescente de pessoas que adoram levar seus cães para passear, e que tomam seus cuidados com os dejetos caninos. Ter animais domésticos, em especial cães, é muito gostoso, mas as casas e apartamentos pequenos obrigam seus donos a levarem os bichos para suas caminhadas diárias. E, sem cuidados, os jardins, calçadas e ruas ficam perigosamente marcados com cocô de cachorro, muito desagradável de ser pisado. Agrada-me saber que as pessoas agora cuidam melhor de seus animais, contribuindo para que o ambiente seja mais limpo.

Isto é respeito pelos outros. Isto é comprometimento com o bem estar dos outros e com o meio ambiente.

Gosto de uma propaganda de automóvel, onde alguém descuidado joga lixo na rua e outro recolhe, não sem um olhar de reprovação. E é isto mesmo que precisa ser reforçado respeito pelo próximo, respeito pelo meio ambiente. Se o cocô de cachorro é uma metáfora do que ocorre em outros níveis da sociedade, cabem as perguntas...

  • o que estamos jogando de nosso lixo dentro dos limites das pessoas ao nosso redor?
  • quanta irritação, ofensas e humilhações lixo estamos jogando em cima dos outros?
  • o que estamos jogando de lixo nos rios, no ar ou em terrenos baldios? é tão mais fácil jogar entulho na rua que pagar uma remoção...?
  • o que nossa empresa empurra de produtos defeituosos para seus clientes?
  • o que está sendo causado de irritação com ineficazes serviços 0800 que deixam as pessoas por 40 minutos na espera?
 E a lista não acaba aí!

Nas empresas, a falta de comprometimento se manifesta, por exemplo, com não cumprir com o combinado numa reunião, com prazos acertados, com cláusulas contratuais, com normas e procedimentos. Quem está acostumado a cumprir aquilo que prometeu geralmente sofre com pessoas que não agem com igual empenho, pelos mais variados motivos. Tem gente que é meio desligada com prazo, que não se importa muito em cumprir uma data ou horário com o qual se comprometeu. Outros fazem isto de forma intencional. Nós vivemos numa sociedade de interdependências, e o não cumprimento de uma parte implica em atrasos no projeto inteiro ou em alguém ter que dar o sangue para assegurar o cumprimento de um prazo final comprometido. Isto custa muito dinheiro, pois gera muito desperdício de recursos e tempo, retrabalho, descoordenação, para nem falar dos desgastes emocionais desta situação.

As causas desta falta de comprometimento são muitas e escapam ao espaço deste artigo, mas com certeza a forma de perceber o mundo, os valores de consumismo desenfreado, a falta de envolvimento nos processos decisórios, entre outros, são fatores que estão definindo o nulo ou baixo comprometimento. Para transformar esta dificuldade num potencial, podemos resumir... se possível, não gere lixo. Mas, se gerar, cuide bem dele para que o próximo não fique prejudicado. Pense bem antes de assumir um compromisso; se assumir, cumpra.

O respeito ao próximo é a base de tudo.

Fonte do texto: http://ead2.fgv.br/ls5/centro_rec/docs/Falta_comprometimento_transformar.doc

terça-feira, 5 de março de 2013

SOS Casamento

Estava assistindo ao programa SOS Casamento no canal 36 da Sky, Discovery Home & Health. E me deparei com a seguinte história, vou resumir o contexto:

"Uma mulher mais velha e um homem mais jovem, já estão separados, porém ainda trabalham juntos. O motivo maior da separação é uma traição por parte do homem, porém com o desenrolar da história vão aparecendo outros conflitos. Um deles é a mãe da mulher que é dona da casa onde ambos moravam e que se mete no relacionamento. Ela quer ditar as regras do relacionamento do casal e da criação do filho da mulher. A sogra diz que queria que a filha se casasse vestida de ouro. O homem do casal não tem posses financeiras".

O programa se desenrola através de diversas dinâmicas que buscam mostrar concretamente a cada um dos envolvidos o quanto a atitude do outro o afeta e o que isso altera no relacionamento de ambos.

O que me chamou a atenção nesse contexto foi a dependência de uma mulher aparentando ter 50 anos em relação à visão e aos conceitos de sua mãe. Tudo bem que ela ainda mora com a mãe, mas a mãe tem 70 ou mais anos e deve saber se refazer de uma decepção, já deve ter vivido uma decepção, ou várias na vida. Não dá para fazer as vontades dos pais para o resto da vida. Há chegado um momento, em que precisamos deixar a segurança e a prisão do ninho para alçar novos voos. Pois ao mesmo tempo em que a zona de conforto nos dá a sensação de segurança, ela nos impede de seguir adiante, ter as próprias decepções, viver os próprios percalços, mas fazer uma história nossa.

Em algum momento da nossa vida precisamos fazer escolhas que muitas vezes podem, de alguma forma magoar algumas pessoas, mas afinal de contas, a vida é de quem mesmo? As pessoas que dão palpites estarão para sempre nesse mundo? Quando algo der errado a quem poderemos recorrer? E quem garante que a escolha foi a correta? Isso só o tempo vai dizer e se deu certo, mesmo que seja por um tempo, se tivermos sido felizes, já terá valido a pena. O que não vale a pena é ficar temendo decepcionar uma ou outra pessoa e se acovardar diante do nosso desejo. A vida é feita de escolhas que geram aprendizados e se temos o livre-arbítrio e se não estamos fazendo nada que prejudique diretamente outra pessoa, devemos seguir nosso desejo e buscar a tão sonhada felicidade. 

A felicidade não é um estado de plenitude eterna onde não haverá dificuldade, para mim, a felicidade é dar-se conta de que as suas escolhas foram as melhores escolhas que poderiam ser feitas em prol da sua história, da sua caminhada, em busca de uma vida autoral, em que as pessoas notem que você está plena, realizada. Isso pode acontecer na esquina de casa, em outra cidade, estado ou mesmo país. O que importa é que no momento certo, saiba que tem para onde voltar e será bem recebida.



A família de origem deve saber que se é necessário chantagear para manter perto uma pessoa, é porque está fazendo a coisa errada. As pessoas devem ser livres para seguir os caminhos que bem entenderem, apesar de tudo.

Algumas histórias precisam de um rumo novo, pois estando por perto tendem a sufocar e morrer...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Tempo Chegou!


Estava agora mesmo relendo essa postagem Aqui e percebi que o tempo que eu aguardava finalmente chegou!
Gostaria eu de poder voltar e dizer a mim mesma que o tempo chegaria nesse momento e que eu aproveitasse mais para viver o presente sem preocupar-me tanto com o futuro.
Esse papo está muito insólito, vou explicar:
Eu tinha recebido a notícia de que eu havia me colocado muito bem em um concurso e em Novembro achava que as coisas estavam indo muito devagar  na ordem de chamada, para que chegasse a minha vez. Qual não foi minha surpresa, que uma semana após essa postagem, recebi a notícia de que 4 pessoas haviam desistido da vaga, o que adiantaria ainda mais a minha vez na ordem de chamada.
Pois bem, recebi a convocação agora em Fevereiro e já estou fazendo os exames admissionais para tomar posse!
O que a minha amiga espírita tinha me dito era verdade, eu precisava aprender algumas coisas antes de poder assumir a vaga, uma delas é saber esperar a minha vez!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Desfragmentador de amores e relacionamentos

O título do post parece bem estranho, mas lendo algumas postagens de amigos no Facebook vi que a frase: - Quem eu amo não me quer. Está muito em voga atualmente.
Um monte de gente apaixonada por pessoas que nem notam a existência do reles mortal apaixonado. O que é uma pena...
Tá, mas onde entra a parte de desfragmentar? 
Quem já é mais velinho, já deve ter visto essa imagem, ao menos uma vez na vida.

 
Bom, vamos utilizar a imagem para entender a minha teoria, adoro criar teorias...
Os quadrados dourados podem ser as pessoas que estão casadas, namorando ou de bem com a vida sentimental. Elas não serão movidas, pois estão bem, nesse momento!
Os quadrados vermelhos são as pessoas que estão apaixonadas, notem que muitos quadrados vermelhos estão isolados.
Já os quadrados azuis são os solteiros que estão curtindo, não querem nada com nada.
Os roxos podem ser pessoas que já disseram adeus à vida sentimental, seja pelo motivo que for.
Pois bem, os quadrados vermelhos estão apaixonados por quadrados azuis, por quadrados dourados ou por outro quadrado vermeho, que por sua vez não está apaixonado por ele.
Ficou confuso?
A ideia é praticamente esta:

QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade

É triste ver o bando de gente que anda suspirando pelas pessoas erradas, eu gostaria de ter um desfragmentador para poder unir os quadradinhos nos lugares corretos, ajustar as peças para que todos ficassem felizes, mas talvez assim a vida ficasse tão chata e sem emoção, né?
Só sei que o Ser Humano é um eterno insatisfeito... 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tudo vem a seu tempo...


Como somos apressados, queremos tudo para ontem e quando o "tudo" chega, ficamos olhando para frente procurando por mais alguma coisa...
O ser humano é, em sua essência, um eterno insatisfeito.
Mas quando se aguarda ser chamado em um concurso, por exemplo, o tempo parece demorar ainda mais... Mas em uma ocasião uma amiga espírita me disse: 
- Tudo vem a seu tempo... Se demorar é porque tu ainda tens aprendizagens a passar para que, quando vier o que tu desejas, saibas aproveitar e valorizar...
Tenho certeza de que ela está certa... Tudo vem a seu tempo, mas poderia vir mais rápido? Não, não poderia, vai levar o tempo necessário, o tempo exato para que eu saiba dar valor, para que eu aprenda as coisas que serão necessárias na nova etapa. Resta aceitar o tempo, aceitar a demora e ir aprendendo o necessário para seguir adiante...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Trabalho na Produção


Atualmente a cadeia produtiva encontra um verdadeiro "apagão" de mão-de-obra qualificada, isso não é nenhuma novidade. Mas questiono-me os motivos para tanto. Passo a analisar a atual geração e como ela foi cunhada.
A famosa Geração Y é filha de pais que viveram uma época em que o Brasil estava tornando-se industrial. Trabalhavam na época das grandes reestruturações dos anos 80, foram demitidos por corte de pessoal, trabalhavam em condições insalubres e sem direito a reclamações, pois poderiam perder o tão raro emprego. A imagem que essas pessoas tinham da empresa onde trabalhavam era de que o trabalho era um mal necessário e trabalhavam, muitas vezes em locais dos quais não gostavam, apenas pelo salário.
Esses trabalhadores, que hoje são pais, incutiram na mente dos filhos que o trabalho deve ser melhor do que o deles, de modo que trabalhar na produção de uma empresa, é algo para quem não teve estudo. Os filhos devem procurar trabalhos administrativos e onde serão reconhecidos.
Recebo todos os dias pessoas buscando uma colocação na área administrativa, como se ela fosse mais fácil, menos pesada, como eles mesmo denominam. No entanto, com as tecnologias presentes nas indústrias, o trabalho operacional pode ser leve também e menos estressante, pois a pressão é ditada apenas pelo ritmo de produção, que dificilmente é acelerado. Nada parecido com as imagens do famoso filme de Charles Chaplin - Tempos Modernos.
Em suma, há vagas para trabalhadores da área produtiva aos montes e com salários iniciais bem superiores aos da área administrativa, basta querer!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ressurgindo das cinzas


Andei sumida por uns tempos, depois de uma demissão, há um tempo de recolhimento, onde não queremos muita exposição até que as coisas voltem ao normal. No entanto, tudo o que acontece na nossa vida tem um motivo maior para ser, apesar de muitas vezes não sabermos, há sempre algo melhor lá na frente. No final tudo dá certo e se as coisas ainda não deram certo é porque o fim ainda não chegou.
Uma oportunidade apareceu para mim e não teria aparecido se eu não tivesse perdido o emprego, pois não teria me cadastrado na agência de empregos que hoje é minha e de uma sócia. 
Naquele dia em que fui demitida, fiquei revoltada, achei que seria uma tortura deixar aquele lugar, mas aos poucos fui me animando com a ideia de ter novos ares, mas nunca imaginei que algo dessa magnitude pudesse vir para mim. Foi necessário um momento de recolhimento, que serviu como aprendizado, me voltei à minha terapia e fui fazer o exercício que mais gosto, natação. Ao sentir-me bem comigo mesma, o universo passou a conspirar a meu favor e tudo aconteceu.
Se hoje as coisas não estão dando certo na vida é porque esse período é necessário para o aprendizado e para dar o devido valor quando a verdadeira conquista vier ao seu encontro. Sabe aquela história da porta fechada e a janela aberta, é bem isso.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aviso Prévio

"O aviso prévio é um direito do trabalhador demitido sem justa causa. O empregado deverá trabalhar durante 30 dias saindo 2 horas antes ou poderá optar por fazer 23 dias consecutivos.
Como Gestor de Recursos Humanos acredito que o aviso prévio executado por vontade da empresa, torna o colaborador que cumpre essa determinação da lei sensivelmente desmotivado, não sendo útil para empresa e nem para o ambiente. Essa desmotivação vem do fato do indivíduo já saber que não mais serão necessários seus serviços.Outro fator que vejo como prejudicial no cumprimento do aviso prévio é o fato do indivíduo se tornar uma ameaça ao patrimônio da empresa, já que para ele normas, procedimentos e o zelo que deveria ter já não fazem parte de seu instinto, os indivíduos são únicos é que cada um acaba tendo uma reação adversa nesse momento de fragilidade, então, a conduta nesse caso deve ser observada de perto. É evidente que temos pessoas com uma índole definida, um caráter indiscutível que se apresentam de forma honrosa, mas mesmo assim será visível o desinteresse pela empresa, principalmente no aspecto psicológico.Durante os 15 anos de experiência na área administrativa, já encontrei com os mais diversos comportamentos nessas circunstâncias: colaborador alcoolizado, o que pode prejudicar a imagem da empresa frente a seus clientes, colaborador visivelmente desmotivado prejudicando o clima na organização, colaborador revoltado armando pequenos delitos dentro da organização, colaborador de índole duvidosa que acaba se revelando ativo e por sua vez causando ainda mais transtornos, entre outros.Acredito que a empresa que decide dispensar um colaborador, já deverá prontamente não mais contar com seus serviços, pois muitas são as conseqüências para a organização nessas condições, sejam elas financeiras ou psicológicas como no caso de afetar o clima organizacional.São por esses motivos básicos que a organização deverá ter sempre um plano de carreira e um plano de sucessão".

É muito complicado ser demitida, estou passando por isso, o aviso prévio se torna uma tortura, ainda mais quando se tem que finalizar coisas que não estavam a ponto de serem finalizadas. No meu caso, finalizar terapias, me despedir de pacientes que estão fragilizados e outros que melhoraram muito com o tratamento. Nunca é fácil, mas penso que algo melhor está por vir e vou cumprindo os dias, fazendo o meu trabalho, mas certamente sem a mesma vontade de antes...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pensamentos redigidos!

Hoje falei do blog na minha terapia pessoal. Fui elogiada pela maneira com que expresso meus sentimentos aqui. Escrever sempre foi muito fácil para mim e utilizo esse espaço para extravasar sentimentos que não extravaso de outra forma. Tenho muita dificuldade de falar sobre meus sentimentos diretamente às pessoas, tem coisas que só falo na terapia e não chega a sair de lá, preciso mudar isso, mas por enquanto sigo escrevendo aqui e quem quiser ler, pode ler, se identificar e comentar!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pessoas que não valem a pena...

Existem pessoas que entram na nossa vida e fazem a diferença. Depois de um tempo você analisa sua vida e vê que ela não teria a mesma graça e sabor se aquela pessoa não tivesse entrado em sua vida. E esse efeito é duradouro, mesmo que se passem muitos anos, essa pessoa ainda vai fazer parte das suas melhores memórias, mesmo que ela já tenha desencarnado ou até mesmo vocês não se vejam com a mesma frequência...


Já outras pessoas, aparentemente, fazem a diferença, por um tempo. Vocês tiveram um encontro tão intenso que parecia ser esse que comentei anteriormente, mas a outra pessoa não tem o entendimento do que significa esse encontro supremo, então ela se aborrece com algo que você tenha feito ou dito, pelo simples fato de não ter entendido a intenção e passa a te atacar, ou pior, deixa uma bela amizade se esvair por conta de uma bobagem.


Esse tipo de pessoa é aquela que não vale a pena. Não vale a pena resgatar uma amizade dessas, pois já tens muitas amizades que valem a pena! O que é preciso é valorizar mais as pessoas que valem a pena!
Será que você tem amigos que realmente valem a pena?

sábado, 18 de junho de 2011

Criatividade

Criatividade é uma palavra que engloba diversas capacidades. Uma delas é a de não ter preconceitos frente à novidades, para aceitar o novo e diferente, as opiniões diversas das nossas, de pessoas diferentes de nós. Pessoas duras não são criativas, elas apenas criticam negativamente as ideias diferentes das suas e descartam sem ao menos dar crédito a elas.
Quando uma ideia nova surge é preciso estudá-la antes de descartar, antes dizer que a ideia não é boa. Pior ainda é "delegar" a criatividade a outros, mas dando diretrizes. Assim se podam as possibilidades de inovação, de mudanças e de inovações.


Quando buscamos a criatividade não devemos nos tolher, nos defendendo, nos policiando. As melhores ideias surgem quando estamos relaxados e à vontade. E quando não entendemos a ideia de outra pessoa, ao invés de criticar de acordo com o que entendemos, devemos pedir explicações. Quanto mais buscamos entender o que o outro quer dizer, mas podemos ajudar nas ideias criativas. A busca deve sempre ser da equipe!

sábado, 28 de maio de 2011

A força das Palavras - Lya Luft

"Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas
ou servos de quem as batizar antes de nós"

Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.

Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos (por que criança tinha de dormir tão cedo?), regras chatas (por que não correr descalça na chuva, por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê...?), e a escola era um fardo (seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das árvores no jardim de casa...).

Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá, como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca... E às vezes cuspia na cara de alguém de propósito, para machucar.

Depois houve um tempo (hoje não mais?) em que palavras eram cortadas por reticências na tela do cinema, enquanto sobre elas se representavam cenas que, como se dizia no tempo dos pudores, fariam corar um frade de pedra.

Ilustração Ale Setti

Palavras ofendem mais do que a realidade – sempre achei isso muito divertido. Palavras servem para criar mal-entendidos que magoam durante anos: 

.Você aquela vez disse que eu...

.De jeito nenhum, eu jamais imaginei, nem de longe, dizer uma coisa dessas....
.Mas você disse...
.Nunca! Tenho certeza absoluta!

Vivemos nesses enganos, nesses desencontros, nesse desperdício de felicidade e afeto. No sofrimento desnecessário, quando silenciamos em lugar de esclarecer. "Agora não quero falar nisso", dizemos. Mas a gente devia falar exatamente disso que nos assusta e nos afasta do outro. O silêncio, quando devíamos falar, ou a palavra errada, quando devíamos ter ficado quietos: instauram-se, assim, o drama da convivência e a dificuldade do amor.

Sou dos que optam pela palavra sempre que é possível. Olho no olho, às vezes mão na mão ou mão no ombro: vem cá, vamos conversar? Nem sempre é possível. Mas, em geral, é melhor do que o silêncio crispado e as palavras varridas para baixo do tapete.

Não falo do silêncio bom em que se compartilham ternura e entendimento. Falo do mal de um silêncio ressentido em que se acumulam incompreensão e amargura – o vazio cresce e a mágoa distancia na mesma sala, na mesma cama, na mesma vida. Em parte porque nada foi dito, quando tudo precisaria ser falado, talvez até para que a gente pudesse se afastar com amizade e respeito quando ainda era tempo.

Falar é também a essência da terapia: pronunciando o nome das coisas que nos feriram, ou das que nos assustam mais, de alguma forma adquirimos sobre elas um mínimo controle. O fantasma passa a ter nome e rosto, e começamos a lidar com ele. Há estudos interessantíssimos sobre os nomes atribuídos ao diabo, a enfermidades consideradas incuráveis ou altamente contagiosas: muitas vezes, em lugar das palavras exatas, usamos eufemismos para que o mal a que elas se referem não nos atinja.

A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos – negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.

"Vá", "Venha", Fique", "Eu vou", "Eu não sei", "Eu quero, mas não posso", "Eu não sou capaz", "Sim, eu mereço" – dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós.


O texto publicado aqui é de autoria de Lya Luft que é escritora.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O meu jeito

Por mais que tentemos agradar às outras pessoas, nunca agradamos a todos. Resolvi deixar de agradar e tratar as pessoas da forma como eu gostaria de ser tratada, se eu me equivocar, me digam, não fiquem me dando indiretas. 
Faço terapia tentando achar o meu jeito de ser, a gente se modifica tanto por outras pessoas que quando te perguntam, como é o teu jeito de lidar com essa situação, já não se sabe mais... Não que eu ache que tenhamos que ter uma maneira única de resolver as situações, pois todos mudamos todos os dias, mas como eu lido com a minha raiva, por exemplo? Já fui muito de gritar, de botar os cachorros, mas hoje eu engulo a raiva, mas porque? Com quem eu aprendi a controlar a raiva dessa maneira? Eu tenho medo de magoar alguém expressando minha indignação? Pode até ser, mas a cada dia eu vejo que as pessoas que gostam de mim, ficarão ao meu lado apesar de alguns dias não serem muito bons... afinal todo mundo tem seus dias mais  difíceis...

sábado, 21 de maio de 2011

Nova (antiga) paixão!

Fonte da Imagem

Reatei com uma antiga paixão... Há algum tempo que não nos víamos, não nos encontrávamos, mas nos reencontramos e agora estamos muito bem... Pensou o que?
A música voltou com tudo em minha vida, me trouxe novos horizontes, novos interesses. Uma vida fora do trabalho, um grupo novo de amigos, todos mais velhos, claro, afinal é um coral!
Fomos a um encontro na cidade de Vale Real e foi muito proveitoso! Tive um domingo ótimo! A minha vida tem outro sentido quando estou rodeada de música!
Como já diz o ditado: - Quem canta, seus males espanta!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Susan Boyle

No meu dia-a-dia na clínica, vejo pessoas que ficam paralisadas num jeito de ser, num modo de agir a qual definem como sendo autêntico, mas que muitas vezes as aprisionam em modos de vida totalmente limitados e dependentes da aprovação alheia.
Quando vi a Susan Boyle na TV, achei que era algo fora do comum, mas hoje, vi que aquilo realmente poderia acontecer em qualquer lugar. Alguém que abdica da própria vida pelo que os outros esperam dela. Que vive a vida que os outros esperam que ela viva, que deixa de sonhar os próprios sonhos por achar que eles não lhe são possíveis, ou que não se é merecedor deles.
Mas basta outra pessoa olhar com o carinho do qual são merecedoras, para a pessoa querer modificar aspectos da sua vida que até então não pertenciam a si mesma. Aspectos que sempre precisavam do aval alheio para existirem, ou deixarem de existir.
Sempre há tempo para reavaliar a sua vida e modificar aspectos que não lhe são confortáveis, basta apenas ter a disposição de desabrochar para a vida!

domingo, 6 de março de 2011

O que fazer para passar o tempo no carnaval?

  • Dar banho no gato;
  • Lavar toda roupa acumulada;
  • Pendurar todas as roupas;
  • Passar essas roupas;
  • Jogar no computador;
  • Entrar no MSN;
  • Não ver ninguém que preste online;
  • Entrar no Orkut;
  • Prometerq ue vai deletar o Orkut porque não tem nada que preste;
  • Lembrar que tem os joguinhos legais no Orkut;
  • Jogar esses joguinhos;
  • Entrar no Facebook;
  • Jogar Farmville;
  • Ir na sacada olhar o movimento do bailinho de carnaval;
  • Fazer comida;
  • Comer;
  • Dormir;
  • Ler um livro;
O que mais sugerem para a lista?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Momento Deprê

Tenho sonhado com assaltos, alguém invade meu apartamento e fico sem defesa. Meu marido nunca está presente para me proteger. Comentei isso com ele e recebi a resposta:
- Que bom que não estou contigo, pois não se deve reagir a assaltos e você poderia ficar viúva. =S
O sonho é o simbólico do que estou sentindo, estou me sentindo sem apoio, sem suporte, sem amparo e meu sonho expressa isso. 
Por outro lado, atendo pessoas na clínica que dependiam muito de seus cônjuges e quando se vêm tolhidos de sua presença sentem que estão sem chão. 
Mesmo sabendo disso, sinto que preciso de mais apoio, não posso contar com meu marido para quase nada, pois o trabalho o consome demais. Por isso os sonhos... No primeiro deles, um cachorro que mais parecia um lobo danificou toda a porta do apartamento e precisou que meu pai viesse para me ajudar a consertar, sendo que esse papel deveria ser do meu marido, ainda busco a proteção do meu pai nos problemas...
Ao mesmo tempo, a parte racional tenta conpreender, relevar, mas é difícil sentir que falta a parceria...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Amor é Cego

Estava ontem na academia e estava passando o filme O Amor é Cego. Tá bom, o filme é meio antigo, mas traz muitas reflexões acerca da aparência das pessoas.
Quantas vezes já deixamos de conhecer pessoas legais, porque eram fora dos padrões? Quantas vezes nós mesmos já fomos rejeitados por estarmos acima do peso, sermos mais pobres do que os outros da turma, sermos mais escuros no tom de pele ou milhares de outros preconceitos bem mais sutis?
Assim como quando se ouve essa voz, você não imagina a imagem da pessoa, mas tem um sentimento tão bonito que nunca ouvi em outra versão dessa música.


Está fora dos padrões estéticos, mas que ser humano tem uma voz tão poderosa e suave ao mesmo tempo? Poucos, muito poucos...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amigas e Companhias e Tocos!


Tem pessoas que apesar da distância, sempre poderão ser chamadas de amigas. Elas te ligam assim que você pensa nelas... Elas entram no MSN e vêm te dar um oi e se vc está sozinha em casa num final de semana, elas te convidam para fazer algo, sem você precisar ficar quase que se convidando...
Já as companhias, você precisa ir atrás delas, precisa se enfiar na vida delas e se elas não estiverem a fim de te ver te dão um toco, com uma desculpa esfarrapada qualquer...
Toco é isso, assim que a gente se sente quando leva um toco!
Imagem foi tirada daqui

O triste é quando você considera uma amiga e ela te considera uma companhia, isso sim é triste!