Esse blog é uma verdadeira caixa de retalhos, escrevo tudo o que quero, lê quem quiser e comenta quem acha alguma coisa.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Para o Rascunho do Diabo!

O tempo passa tão depressa quando estamos atarefados.

E nada como um fim de ano para deixar as pessoas atarefadas...Já faz quase um mês que não escrevo!

Todo mundo quer fazer encerramentos e jantas como se no próximo ano todos fossem se mudar para o Alasca e ninguém mais fosse se ver durante anos ou até para o resto da vida.

Tudo é muito bom, o único problema é o excesso de calorias ingeridas a mais nesses encerramentos...

Mas o que eu vim contar aqui é uma coisa muito mais preocupante! É sobre mentes doentias e o que elas fazem para conseguir o que querem... Se tornam amigas, se aproximam das pessoas as quais pretendem lesar e quando menos se espera delas, já estão grudadas nas vítimas como um câncer que não se cura mais!

Elas tentam de todas as formas inebriar suas vítimas com palavras e gestos doces, promessas de um futuro bom e as pessoas se deixam envolver. Podemos chamar essas pessoas de Psicopatas, porque são frias em seus atos e pensamentos, seu único objetivo é atrair a vítima para dar o bote.

Na novela das 21 horas estão mostrando uma pessoa assim, é o Ferraço. Mas existem muito mais "Ferraços" do que podemos imaginar! E não é nada fácil se livrar deles, as outras pessoas enxergam que há algo errado, mas a vítima está tão envolvida por ele que nem nota que está sendo ludibriada, até que algo acontece ou algo dá errado e a vítima cai em si ou depois do golpe, chora o leite derramado.

Não estou falando disso por acaso, ou por modismo da novela, o Ferraço é apenas um exemplo fictício de uma pessoa que conheço muito bem e que da primeira vez que tentou não conseguiu dar o golpe completo, pois alguma coisa deu errado e agora, depois de muito tempo essa pessoa se aproximou novamente da vítima e essa acreditou nos seus castelos de areia e contos-de-fadas!

Mas a mim ele não engana e vou fazer de tudo o que for possível para desmascará-lo, de uma forma ou de outra, a vítima não vai cair nas suas garras novamente. Essa pessoa tem muito medo de mim, pois sabe que eu tenho esse poder e por isso me evita, mas estou na tua cola, RASCUNHO DO DIABO!
(Apelido MUITO carinhoso, para uma pessoa que não vale o que come!)


terça-feira, 27 de novembro de 2007

Hoje tenho tempo, estou na Unisinos meio que a passeio. A turma pode escolher entre fazer prova ou um pôster para apresentar na Mostra do Unipas. Como eu estava desesperada por horas complementares eu e meu irmão optamos por pôster.

Então agora há pouco me desabalei para o outro lado da Unisinos (é longe pra caramba) para mandar imprimir o pôster. Lá no centro 6 eles chamam de plotar, seja lá o que for isso, para mim é imprimir uma coisa maior do que ela é!

Então isso é o nosso grau B. Eu estava na turma enquanto a professora estava passando as instruções da prova, eu teria tirado de letra, mas os outros colegas da Nutrição e da Fisioterapia estavam apavorados! Deveriam estar pensando! Porque eu não escolhi o pôster?

Tirando essas novidades, tudo continua na mesma. Vou ter que fazer um projeto para estagiar em Nova Petrópolis e isso vai me dar trabalho. Já fiz o esqueleto dele, só falta escrever as coisas. Como se esse "só" fosse pouco!

No domingo cantamos com o grupo vocal numa primeira comunhão, estava muito bonito, recebemos elogios de pessoas que entendem de música! Que legal!


sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Estou muito feliz!

Estou realmente muito feliz mesmo!

Essa semana várias coisas deram certo em minha vida!

A que me deixou mais feliz: GANHEI AS BENDITAS 60 HORAS COMPLEMENTARES NA UNISINOS! Isso realmente estava se tornando um sufoco para mim. O curso está chegando ao fim e eu não tinha uma mísera hora complementar para contar história! Tanto é que me botei a fazer curso (gratuito) no intuito de conseguir umas horinhas...

Mas no início do ano eu fiz uma solicitação para a Unisinos de que eles me abrissem uma optativa a mais e me colocassem uma disciplina para horas complementares. Achava que isso nem estava mais de pé, pois a resposta teria de ser dada até julho, mas deixei assim, já estava me resignando. No entanto ainda tinha esperança de conseguir umas 20 horinhas com isso, mas eles fizeram mais! Me deram as 60 horas!

Motivo? A disciplina de Matemática Fundamental do antigo básico foi contada como disciplina extinta do currículo 1.

Bem que eu sabia que a tal matemática ainda ia me valer de alguma coisa na vida! Fiz essa disciplina no primeiro semestre que entrei na faculdade e passei com uma ótima média! Sim, naquela época eu ainda gostava de matemática, o que será que aconteceu comigo depois disso?

Outra coisa que me deixou muito feliz foi a definição (finalmente!) da situação do meu estágio. Agora me deram uma resposta, não a que eu queria, mas enfim, é uma resposta. Tenho que fazer um projeto para estagiar em Nova Petrópolis, mas vou ter total apoio da psicóloga do local para o que eu precisar, e isso é muito bom!

E a outra notícia é que ganhei a promoção da academia, meia mensalidade no mês de dezembro! Uma semana realmente feliz!

Agora, tenho que me concentrar para fazer o projeto e deixar tudo pronto para a data de entrega! E se Deus quiser ele vai ser aprovado!

Cuidem-se! Beijinhos...


quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Quanto mais eu conheço os homens mais eu amo os animais

É incrível como o ser humano sabe ser dissimulado.

Quer fazer uma coisa, mas aparenta não querer e faz outra, mas se você conhece bem essa pessoa, fica flagrante a dissimulação. Também tem pessoas que não sabem mentir, que os olhos as traem, no olhar de uma pessoa, tem mil palavras, é só saber olhar.

Tem pessoas que sabem muito bem disso e não conseguem olhar nos olhos de outras pessoas, a janela da alma, fica muito exposta, quem sabe ler os olhos consegue descobrir coisas que a própria pessoa desconhece.

Você pode saber quando uma pessoa está mentindo, quando ela ao falar, não te olha no olho, ou não tira o óculos de sol, ou fica se coçando (nariz, orelha...).

Mas a pior de todas as pessoas dissimuladas/mentirosas, é aquela que ao mentir, mente tão bem que acaba acreditando na própria mentira e com isso aquilo passa a ser a verdade para ela e sendo verdade ela consegue mentir muito bem naquilo e todos que ouvem imaginam ser a verdade.

É complicado entender? É. E é para ser complicado mesmo, as pessoas que tem essa característica são muito complexas mesmo, mas tão simples ao mesmo tempo. Têm uma vida esvaziada de sentido, pois passam o tempo todo inventando outras mentiras para contar, mas na realidade a vida é muito dura com eles, pois não conseguem realizar nada do que fantasiam, pois sempre que fantasiam algo, precisam de outra fantasia nova pois aquela de uma certa forma já não faz mais sentido.

Ela serviu apenas para impressionar alguém por um momento, não serve para outras ocasiões.

O que eu quero dizer é que essas pessoas, pelo menos comigo não tem muita chance, pois eu olho no olho e chego junto, se é para inventar, vai ter que inventar muito bem, pois algumas perguntas bem feitas derrubam qualquer mentira.



terça-feira, 20 de novembro de 2007

Na pressão...

Continuo na mesma, em relação à decisão que tenho que tomar referente ao estágio...

Hoje, mais uma coisa me deixou em cima do muro. Uma colega que já estagia no PAAS veio me dar os parabéns pois eu tinha passado e disse que amanhã eles vão fazer uma festinha a tarde para recepcionar os novos estagiários...

Daí falei para ela o que estava acontecendo e ela me disse que eu tinha que ver o que era melhor para mim. Isso eu já sei!!! Só que dependo de outras pessoas tomarem decisões, por mim já está mais do que decidido!

Quero fazer o meu estágio em Nova Petrópolis e pronto! Vários motivos me levam a decidir desta forma!

Primeiro: Não tenho dinheiro sobrando para estar me deslocando todo santo dia para São Léo!

Segundo: Como ganhamos subsídio da Prefa de NP, é uma forma de eu retornar esse investimento, prestando um serviço à comunidade com o meu estágio na cidade.

Terceiro: Eu quero trabalhar em Nova Petrópolis e não em São Léo depois que eu me formar, então tenho que fazer meu nome na cidade onde quero trabalhar.

Quarto: Vou ficar como única estagiária no serviço, vou ter supervisão experiente e exclusiva, apoio total.

Quinto: Liberdade de fazer os meus horários e mais tempo para ficar com meu marido.

Enfim, muitos caminhos me levam a Nova Petrópolis e essa decisão vai ser tomada levando em conta outras diversas coisas que não foram enumeradas... É claro que corro o risco de nada disso dar certo! Mas é um risco que preciso correr para conseguir o que eu quero e se for o caso, ano que vem eu tento novamente a seleção em outros locais.

Sempre que a gente toma uma decisão por algo, tem que deixar as outras opções de fora. Não é fácil optar por um ou outro, já que nunca vamos saber o que estamos perdendo por optar uma das coisas, mas isso tudo é muito pirante!

Algo me diz que vai ser muito bom o que eu optar e é nisso que vou me concentrar a partir de agora, amanhã de manhã tenho uma reunião com a Psicóloga de Nova Petrópolis e de tarde tenho que ligar no PAAS dando uma posição sobre a minha decisão.

Estou muito ansiosa com tudo isso, mas tenho que pensar também que o mundo não vai acabar amanhã e que eu tenho tempo, já estou na faculdade desde 1996 e não é por causa de um semestre a mais ou a menos que vou demorar mais do que já estou demorando para me formar, tudo a seu tempo!


domingo, 18 de novembro de 2007

Quem resolve?

Uma das coisas que mais me deixa indignada é o empurra-empurra de decisões que as pessoas insistem em fazer. Já não é a primeira vez que eu escrevo sobre isso aqui no blog e, infelizmente, posso constatar que não será a última vez!

Estou como podem saber, lendo as últimas postagens em um processo de seleções de estágio. Está tudo muito confuso na minha cabeça. Tenho um local, no qual já passei, que é o PAAS, serviço da Unisinos e tenho outro local aqui em Nova Petrópolis que estaria abrindo inscrições nesse semestre.

Aí é que está o problema! Pelo local, está tudo certo para abrir as inscrições, a psicóloga responsável pelo estágio já conversou com a Unisinos e pelo que ela tinha entendido, estaria tudo certo, inclusive já com reuniões de supervisores locais já agendadas.

Só que a vaga não aparece no site e não há nenhum sinal de fumaça sobre isso!

O meu problema é a falta de recur$o$. Se eu fosse estagiar em São Leopoldo, somente de passagem, eu gastaria R$: 12,00 por dia! São 20 horas de estágio, mais as aulas, chutando, por baixo, isso equivaleria a R$: 192,00 só de passagem por mês, sem contar a alimentação e o transporte entre Centro-Unisinos nos dias de aula. Tudo isso sem o subsídio da Prefeitura!

Então, liga para um, liga para outro e ninguém sabe o que está acontecendo! Sem contar, que tenho prazo nos locais para dar resposta de aceite ou não da vaga. Estou vendo que vou ter que adiar os meus planos para semestre que vem de iniciar o meu estágio, pois se eu sair do meu emprego, fica só o salário do Silver para arcar com as despesas e estaria gastando muito mais do que o valor que mencionei acima, já que é preciso fazer a alimentação e outras coisas mais, se eu conseguir estágio em Nova Petrópolis, pelo menos o transporte eu já não gasto e a alimentação a mesma coisa!

Que Deus me ajude e ilumine as mentes brilhantes que decidem na Unisinos para que eu possa fazer feliz o meu estágio sem ter que fazer empréstimos para continuar sobrevivendo!

Aguardem cenas dos próximos capítulos (tomara que não sejam muitos!)


quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Novidades...

Primeiro: Passei em uma vaga de estágio, no PAAS em São Leopoldo, serviço conveniado a Unisinos.

Não sei se é isso que eu quero, ainda temos alguns capítulos pela frente!

Segundo: Tô indo pra praia amanhã e só volto no domingo, êta vidão!

Na sexta é aniver do Silvério e ele merece esse descanso!

Beijinhos e até a volta!



sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Para refletir...

É melhor tentar e falhar que
ocupar-se em ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão,
que nada fazer.

(Martin Luther King)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Novidades!?

Estão surgindo algumas novidades em termos de estágios por aí...

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos! Tomara que dê certo, pois uma vez já furou...

Assim que eu tiver novidades concretas eu posto aqui!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Mais uma nova etapa!

Agora está começando uma nova etapa na minha vida.

Estagiária de Psicologia.

Esse mês estarei participando de diversas seleções para estágio, onde estarei sendo testada, vista, perguntada e terei que mostrar o que quero e o que vim buscar. Vou ter que mostrar porque eu quero estagiar em tal local e o que vou querer fazer no local. Já participei de uma entrevista coletiva e já pude ver que a concorrência é acirrada.

Todos querem se mostrar melhor e mais bem capacitados, mas são poucos os que passam.

Quatorze pessoas para 3 vagas.

E muitas das pessoas que estão ali são conhecidas o que torna o processo mais penoso ainda. Mas temos que passar por algumas competições na vida a fim de garantir o nosso sucesso, é o vestibular, é o concurso, é a seleção de emprego, de estágio.

Enfim, quem melhor se sair é que fica com a vaga. Espero encontrar o meu lugar ao sol para que no próximo semestre eu já possa ser uma estagiária de psicologia, apenas mais um passo nessa longa caminhada que enfrentei no curso.

Acho que esse processo é muito válido, já que temos que nos preparar para enfrentar o mundo fora das paredes da Universidade, mas somos muito exigidos em termos de experiências. Na minha trajetória não tive muita oportunidade de fazer estágio voluntários, talvez até por falta de senso de oportunidade, comodismo ou qualquer coisa do tipo. Só sei que me fazem falta essas experiências hoje, já que não conto o CVV como estágio, visto que é um serviço realizado por leigos e sem a supervisão de psicólogos, mas foi um local onde aprendi muito.

Só posso dizer que estou bem ansiosa e com um pouquinho de medo de não passar em um lugar legal, ou pior ainda, não passar em lugar algum!

Isso acontece com algumas pessoas, mas por outro lado estou bem confiante na minha capacidade.

Vamos ver no que dá, mas eu vou contar aqui, assim que souber de alguma coisa, tenham certeza!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Divórcios e Violência Contra a Mulher

Para reforçar a minha idéia do post anterior, ontem vieram no escritório duas mulheres diferentes, nunca tinham se falado na vida. Precisavam de um advogado pelo mesmo motivo: Violência Doméstica. Queriam se divorciar.

Uma delas teve mais tempo comigo na sala de espera e contou sua história. Casou muito cedo, o marido tem uma grande diferença de idade, quase 14 anos de diferença. Engravidou com 15/16 anos e desde sempre o marido foi violento com ela, já chegou a agredi-la fisicamente. Na época em que casou morava no interior e não tinha conhecimento da vida. Quando veio para a cidade, começou a conversar e a entender que o marido das outras não agia da mesma forma que o dela, algo estava errado.

Mas foi aguentando, pois casou na igreja e achava feio mulher separada. Só que de uns tempos pra cá o marido começou a beber e as agressões verbais estão mais constantes. Já tentou de tudo. A filha está para fazer Primeira Comunhão e queria ficar casada até lá para não aparecer separada na igreja, mas já não dá mais.

Foi ameaçada de morte pelo marido e tem muito medo de que bêbado ele cumpra o que prometeu.

Essa história é real e é uma de muitas que escutamos todos os dias. Mas vi no olhar dessa mulher a vontade de sair desse inferno. É uma mulher jovem, mas muito sofrida, se pintasse o cabelo, usasse umas roupas mais bonitas seria uma mulher muito bonita.

É uma guerreira, já enfrentou um câncer de mama e sobreviveu. Está querendo nascer de novo depois do divórcio. E tem todo o apoio da família.

Foi instruída a dar parte na polícia pelas ameaças de agressão do marido para que ele seja afastado de casa e que ela não tenha que sair do lar, pois se sair de casa, perderia todos os direitos.

Enfim, vou acompanhar esse caso de perto e espero que ela tenha sucesso em se libertar das garras desse marido agressor, pois lugar de agressor é na cadeia!


sábado, 27 de outubro de 2007

Violência contra mulheres

Essa é sobre Rede Globo e outras novelas.

Um dia desses estava na recepção do Hospital de Nova Petrópolis, esperando o Silvério que tinha ido fazer uma consulta no médico (uma Micose, nada grave). Estava passando a novela das 8 que começa as 9.

Não sei o contexto pois não assisto essa novela e quase nenhuma outra, minha vida está muito corrida ultimamente. Bem, a cena era de uma mulher falando para o homem que ela estava grávida e ele disse que era impossível aquilo ser verdade pois ele era vasectomizado.

Até aí tudo bem, mas eles começaram a discutir e ele agrediu ela fisicamente, pegou nos cabelos e jogou ela no chão.

Então comentei com algumas pessoas que também estavam assistindo, que isso era uma banalização da violência da mulher, porque se o Dalton Vigh que é ator da Globo pode bater na namorada dele que é a Juliana Knust (na ficção, tá?) porque eu não posso dar uns catiripapos na minha mulher que nem é famosa?

Vejam que a mente do povo é muito fértil, eu sei, mas é assim que funciona. Assim como os atores em cena tomam um "uísquezinho" para relaxar depois do trabalho e aparecem fumando em várias cenas. Exemplo de comportamento???

Será que a cena não teria se resolvido apenas com uma discussão acalorada que fosse, mas apenas com agressão verbal.

Achei desnecessária a agressão física, assim como outras pessoas que estavam assistindo.

Além disso, temos crianças assistindo aquela novela, apesar de todas as indicações de idade que possam colocar na tela, as crianças não dormem antes da novela. E elas sim, não entendem o limiar entre certo e errado. Se passa na TV é porque pode, daí vão para a escola e agridem os colegas e daí é um Deus nos acuda!

Meu protesto está aqui e o melhor que eu faço é não assistira mais!


domingo, 21 de outubro de 2007

Aniversário

Ontem foi meu aniversário e como em todos os anos em que fazemos aniversário algumas coisas se repetem, nem vou falar sobre elas, mas algumas coisas são inéditas e é sobre elas que devemos falar.

Foi o primeiro aniversário da minha vida em que eu...
- Cantei uma missa com o coral justo no dia do meu aniversário.
- Ganhei a benção de um padre.
- Recebi abraços de pessoas que nunca me abraçaram na vida.
- Recebi ligação de uma ex-colega e amiga da faculdade (ela já está formada!) com a qual comentei apenas uma vez a data do meu aniversário e não, ela não tem Orkut para lembrá-la.
- Comemorei o meu aniversário só com o Silvério, no almoço e na janta, nada de visitas.
- Recebi flores de uma cunhada por entrega da floricultura.
- Ouvi parabéns a você tocado na gaita pelo Silvério (ele é muito romântico!).
- Ganhei presentes com uma semana de antecedência e já pude usar no dia do aniversário (dois sapatos da Dakota).
- A festa propriamente dita vai ser hoje, tem torta na minha sogra depois do almoço e de tarde vamos na Festa da Imperial em Picada Café.
- Ganhei de presente do Frajola essa linda foto.


Mas enfim, foi um dia feliz, pena que dura pouco! Apenas 24 horas...


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Imagens Fortes!

Hoje vi muitas cenas fortes, mas de tipos diferentes.

Em uma delas, vi fotos de um homem assassinado, fotos de polícia, elas não poupam nada, em uma delas aparecia o "close" do rosto do homem. Foi bem chocante!

Outra cena que vi, para mim foi muito mais chocante, um vídeo enviado por e-mails que mostra o que eles fazem com cães e gatos na China. Não assista ao vídeo se não tiver estômago, é realmente humilhante ser da raça humana e saber que fazemos isso com seres tão inofensivos.

São tratados como mercadoria, como eles jogam as gaiolas no chão. Não tenho vergonha de dizer que chorei vendo a esse filme! Vendo aqueles olhares de humilhação e tristeza, se pudessem pensar, pensariam: - O que eu fiz para merecer isso? - Porque esses seres humanos me odeiam tanto? - O que será que eles vão fazer comigo? - Eu achei que ele fosse me fazer um carinho quando chegou perto de mim! - eu estava só com fome, me perdoa?

Não sei porque, mas já vi outras cenas iguais às que vi hoje, e sempre me choca mais quando o assunto é animais. Não sei realmente o porque disto. Imagino que seja pela absoluta falta de defesa do animal frente ao ser humano que além de ser mais forte (na maioria das vezes), ainda age com total crueldade e na grande maioria das vezes, movido por questões de ganância financeira, como é o caso do vídeo Chinês.

Mas não pensem que isso acontece somente na China, isso acontece por toda a parte e a cada dia que passa fico mais aterrorizada com a extensão da crueldade humana!





sábado, 13 de outubro de 2007

Sobre futuro, passado e presente

Ontem foi aniversário da minha mãe. É tocante de ver o quanto ela fica feliz em apenas poder almoçar com nós e às vezes isso é tão difícil.

Cada um tem sua vida, seu trabalho e seus afazeres e moramos tão longe um do outro... Nesses raros momentos em que estamos juntos é como se o tempo voltasse e fossemos apenas crianças...

Ela ganhou duas fotos, em uma delas tem uma montagem com um monte de fotos de quando éramos pequenos e ela era feliz, em outra foto, mais um desses raros momentos em que estamos os três juntos, mas ainda falta uma pessoa... Ela chorou de alegria e isso foi muito tocante...

Sei que ela sente falta da união familiar, mas sei que isso é uma utopia de saudosismo, pois quando as coisas passam, a gente tem mania de só lembrar da parte que era boa, dos tempos felizes, esquecemos os problemas e as brigas, idealizamos o passado.

Gostaria de ter o poder mágico de restaurar cada um daqueles momentos felizes que estavam estampados naquelas fotos... De recriar cada uma daquelas cenas e de voltar a ser criança...

Mas como isso não é possível, voltamos cada um para nossas casas e continuamos vivendo o presente, que não deixa de ser feliz e que um dia ainda vai suscitar esses rememoramentos felizes de um dia como ontem.

Um dia ainda vou ganhar de alguém fotos de um passado bom, por isso é legal viver o presente de uma forma intensa, pois o futuro é logo e o passado deixa saudades...


sábado, 6 de outubro de 2007

O Caçador de Pipas


Um dos livros mais lindos que eu já li nos últimos tempos.
Eu só leio coisa boa. Se o livro não me prende nas primeiras páginas eu fecho o livro e devolvo à biblioteca. Não vale a pena perder o tempo com algo que não lhe dá prazer. Prefiro desistir do que ler algo que não me interessa!

Esse livro é uma narrativa bem fora da nossa realidade brasileira. Fala do Afeganistão e dos problemas com os governos que envolvem religião e guerras.

Mas fala de uma história de pai e filho que pode muito bem fazer parte da nossa realidade. Fala sobre lealdade, sobre amor fraterno, sobre intolerância religiosa e racial, fala de seres humanos em suas fraquezas e dificuldades, mas fala de tudo isso com uma beleza incomparável.

É um livro que faz rir e faz chorar.

Só não chorei pois estava lendo ele no trabalho e vai que aparece alguém na porta?

É claro que podes dizer que não vai ler porque não tem tempo, mas é uma pena mesmo, estamos perdendo tanta coisa bonita por causa da correria do dia-a-dia, mas o livro espera por um dia de folga, no entanto a vida não espera, ela é hoje, aqui e agora!

Vale a pena ler!


domingo, 30 de setembro de 2007

Martha Medeiros

Admiro muito a Martha Medeiros pelo seu estilo de escrita e por sua capacidade de captar as mensagens subliminares das coisas que andam rolando por aí. Segue um texto que me chamou muita atenção pela perspicácia da sua leitura em relação a uma frase tão banal que usamos no dia-a-dia e nem nos damos conta...

Eu estava descendo pelo elevador. De repente, a cabine parou no terceiro andar, a porta se abriu e reparei que havia um apartamento em obras. Uma moça meio empoeirada entrou no elevador e seguiu descendo comigo. Cumprindo as regras da boa vizinhança, perguntei quando é que se mudariam. Ela respondeu que, se tudo desse certo, na próxima semana, mas o marceneiro ainda tinha que acabar um serviço, e marceneiro, sabe como é...

Fiquei com aquele "sabe como é" martelando no meu ouvido. Marceneiro atrasa. Era isso que eu deveria saber como é. Aliás, nenhuma obra é entregue no prazo combinado, todo mundo sabe como é. E, por sabermos como é, as combinações são desrespeitadas e qualquer cobrança torna-se nula. Se a gente sabe como é, está reclamando do quê?

Alguns médicos não costumam atender no horário marcado. Antes de se deslocar até o consultório, convém telefonar. Há grande chance de a secretária avisar: "Olha, é melhor você vir uma meia horinha depois, porque a paciente das quatro e meia ainda nem chegou, sabe como é..."


Se uma peça de teatro está marcada para as 21h, é bom chegar às 21h, porque é provável que ela comece em ponto. Mas um show de rock numa casa noturna marcado para as 22h30min, sabe como é, antes da meia-noite não rola de jeito nenhum.

O presidente do Senado faltou com decoro parlamentar e não foi cassado? Lula considerou tudo absolutamente normal? Qual a surpresa? Você devia saber como é.

Ninguém aparecer para trabalhar na Quarta-Feira de Cinzas, não devolverem o livro que você emprestou, seu filho adolescente esquecer de dar um recado. A gente sabe como é. E sabendo, não se mexe, não corre atrás do prejuízo, não tenta mudar nada.

Esse conformismo talvez esteja com os dias contados. Sinto no ar, pela primeira vez, um desconforto geral que pode dar em alguma coisa. A gente sempre soube como a violência é, como a política é, como o Brasil é. Era assim mesmo. Desse jeito aí. Fazer o quê? Mas parece que nossa complacência chegou ao limite.

Espero que este 2007 seja marcado pela reação. Que todos tenham disposição para dizer: "Sei como é, mas não quero pra mim". É um posicionamento difícil de transformar em prática, mas se não dispensarmos o marceneiro que sempre atrasa o serviço, se ficarmos constrangidos de pedir de volta o livro emprestado, se não entrarmos na Justiça contra a empresa aérea que cancelou o vôo, como iremos nos habituar a lutar por coisas ainda mais sérias?

Chega de tolerar o malfeito e o errado. Daqui pra frente, ninguém mais sabe como é. Queremos saber como vai ser.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Vou mudar dessa vez!

Sempre que escrevo no blog é porque já li meus e-mails e se alguma coisa bate, eu falo sobre isso, ou se alguma coisa me aconteceu no dia eu desabafo e falo algumas coisas que não teria coragem de falar da mesma forma que escrevo aqui para a pessoa!

Hoje vou fazer diferente, estou esperando que os meus 33 e-mails entrem na caixa de entrada e vou escrever sobre uma coisa que muita gente já escreveu mas eu ainda não.

Como as pessoas hoje em dia encaminham e-mails!

Se eu disser que recebo por mês 1 único e-mail com palavras dirigidas apenas para mim, possivelmente vou estar mentindo! As pessoas mandam scraps, no máximo, pelo Orkut e encaminham 33 e-mails para outras 33 pessoas que vão encaminhar cada uma delas para mais 33 pessoas e possivelmente você vai receber esse mesmo e-mail mais 33 vezes!

Chega a ser irritante! Você abre a caixa de e-mails e tem um monte de e-mails que você já leu pelo menos uma vez na vida e outros que nem te interessam e nenhum deles te pergunta:
- Oi, como você vai? Quanto tempo não nos falamos?

Eu já cheguei num ponto que eu abro o e-mail, leio a primeira frase e se me agrada até continuo, senão já fecho e passo para o próximo e-mail requentado.

Realmente são raros os e-mails "inéditos" ou "imperdíveis" e quando eles são realmetente imperdíveis eu até encaminho, mas para um grupo seleto de pessoas que eu sei que vão gostar de ler ou ver aquilo.

Já fui dessas de encaminhar 100% do que recebia, só que passei a beber do meu próprio veneno quando a caixa de e-mails começou a ficar lotada de "encaminhamentos".

O próprio Orkut já está virando uma grande caixa de spams, haja vista os Orkut Glitters que tem por aí, ele deve ter algum tipo de automatização para enviar o mesmo desenho piscante para toda a lista de amigos.

O pior de tudo são aquelas pessoas que estão começando a usar internet agora e se admiram com tudo o que entra na sua tela, ontem recebi um e-mail que dizia que cada um que enviasse aquela mensagem adiante ganharia U$ 245,00 ou qualquer outra quantia absurda em dólares. Respondi para a pessoa, e não sei nem se não fui muito estúpida na resposta, mas afinal me irritei com aquilo:

- CLARO QUE É VERDADE!!!!
EU MESMA JÁ GANHEI PERTO DE 1 MILHÃO DE DÓLARES SÓ REPASSANDO ESSE E-MAIL!

Ah! Faça-me o favor, né?



quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O que vamos fazer?

Mais uma vez vemos nos jornais uma criança que foi abandonada.
De um lado a mãe que pariu desesperada sem saber o que fazer com a criança, talvez até por falta de informação ou por medo de represálias não deu um outro destino à essa criança, poderia muito bem ter entrado em contato com o conselho tutelar na gravidez mesmo, se já não quisesse criar essa criança.
Mas não se sabe porque, decidiu abandonar a pobre criatura que agora foi "batizada" com o nome de Anita por conta do dia do seu nascimento 20 de setembro de 2007 e por conta da sua bravura mesmo tendo tão poucas condições de se defender frente às adversidades que a breve vida já lhe impôs.
De outro lado, muitos casais que querem adotar uma criança e têm que passar por uma verdadeira via crucis para estarem aptos à adoção e depois que estão aptos, no aguardo de uma criança dentro do "padrão". Claro: todos querem uma menina recém-nascida, loira e de olhos claros. Num país de maioria negra é claro que esse "modelo padrão" de crianças adotáveis não está disponível.
Mas os casais teimam... O que custa ir numa instituição para visitar, lá você se dispõe a conhecer as crianças e uma delas vai te chamar a atenção, mesmo sendo negra, com muito mais do que um ano de idade e o melhor de tudo: louca para ter uma família. Não são os pais que escolhem a criança, é ela quem escolhe os pais...
No dia em que mudarmos o padrão de idealização para adotar uma criança, vai faltar criança disponível para adoção.
Mas temos que mudar nossa imagem de criança perfeita. Afinal de contas a criança perfeita é aquela que toca o seu coração e não aquela de cabelos loiros e olhos azuis.
IMAGEM NÃO É TUDO!



terça-feira, 18 de setembro de 2007

Indignação

Primeiro as pessoas reclamam que não tem clientes!
Depois quando aparecem os clientes elas atendem mal ou nem atendem, ficam enrolando as pessoas.

Mas quando essas mesmas pessoas são clientes, elas querem ser bem atendidas, atendidas prontamente e querem tudo para ontem. Um dia já reclamaram que o seu negócio estava muito parado e que estava difícil. Mas quando as coisas melhoram, se queixam de stress e de tanto trabalho.

Eu sempre digo, muito cuidado com o que você deseja, pois o mundo conspira a seu favor, se você pede mais clientes, o mundo conspira a seu favor, se você se queixa de excesso de trabalho, o mundo conspira a seu favor.


Se você atende uma pessoa bem, ela pode até nem falar para ninguém, no máximo pode indicar os seus serviços para alguém, mas quase sempre nem fala nada. Agora, se uma pessoa foi mal atendida ela vai falar no mínimo para outras dez (10) pessoas que com certeza falarão para outras. E com esse efeito dominó seu negócio pode ir por água abaixo em pouco tempo!

A menos que você tenha inventado algo revolucionário ou seja a única pessoa em um raio de 50 km que faça esse serviço ou tenha esse negócio, ainda sim você não é o único. Não vai custar muito para que as pessoas que não foram bem atendidas no seu negócio procurem outro lugar que as atenda
bem!

E no dia em que isso acontecer, o que pode não demorar muito, você vai se lembrar da série de pessoas que não foram atendidas, as que você enrolou até elas se irritarem e as que não chegaram a ver a solução do seu caso, nesse dia você vai lembrar o que poderia ter feito por elas...

Só que é muito mais fácil levantar um negócio do nada do que remendar uma imagem arranhada, nunca mais será como antes e a fama do negócio fica ruim e as pessoas simplesmente migram para outro lugar que as atenda com dignidade!


Então, pense duas vezes antes de abrir um negócio próprio, três vezes antes de entrar de cabeça e mil vezes antes de atender alguém mal!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Vale a pena ler...

Uma lição de vida... Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de Engenharia.
Foi lá que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro.
Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas peças.

Havia também o Ernani, que era um pouco mais velho que o resto do grupo.
Sempre quieto, inofensivo, à parte, Ernani costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala.
Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço, sendo que, ao terminar a refeição, sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante.

Devido a esse seu comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo.

Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapéu.
E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo.

Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal.
Antes, nos prometeu que, se conseguisse sucesso, iria dar um pouco do resultado da pesca para cada um de nós.

No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes.
Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa peça para aplicar no Ernani.

Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós.

Mas, a 'peça' programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, à parte.

- 'Vai ser muito engraçado quando o Ernani desembrulhar esse 'presente' e
encontrar espinhas, peles e vísceras!', disse-nos Mauro, que já estava se divertindo com aquilo.
Mauro então distribuiu os pacotes no horário do almoço.
Cada um de nós, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, então dizia:
- 'Obrigado!'.

Mas o maior pacote de todos, ele deixou por último. Era para o Ernani.
Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação.
Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa.

Mauro então levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer.

Ernani não era o tipo de muitas palavras.
Ele falava tão pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo.
Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa.

Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o levantou devagar, com um grande sorriso no rosto.
Foi então que notamos que seus olhos estavam brilhando.

Por alguns momentos, o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.

- 'Eu sabia que você não ia se esquecer de mim', disse com a voz embargada.
- 'Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração'.

Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós:
- 'Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção.

Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama.
E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar.
Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela.

E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios.
As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa.
Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto...

Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche.
Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita.

Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim.
Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos...', ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos.
- 'Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos...' e ele começou a abrir o pacote...


Nós tínhamos estado prestando tanta atenção no Ernani, enquanto ele falava, que nem havíamos notado a reação do Mauro.
Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani.


Mas era tarde demais. Ernani já tinha aberto e pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de vísceras, levantando cada rabo de peixe.


Era para ter sido tão engraçado, mas ninguém riu.

Todos nós ficamos olhando para baixo.

E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nós havíamos dito anteriormente:
- 'Obrigado!

Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque depois de muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernani.


Uma semana depois, a esposa de Ernani faleceu.

Cada um de nós, daquele grupo, passou então a ajudar as cinco crianças.

Graças ao grande espírito de luta que elas possuíam, todas progrediram muito: Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante médico. Fernanda, Paula e Luisa montaram o seu próprio e bem-sucedido negócio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados.
O mais velho, Ernani Júnior, formou-se em Engenharia; sendo que, hoje, é o Diretor Geral da mesma empresa em que eu, Ernani e os nossos colegas trabalhávamos.


Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, são de um tipo muito diferente:


Ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e as entretêm com jogos, estórias e outros divertimentos.


Às vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa, para só então
percebermos que mal a conhecemos. Nunca lhe demos a devida atenção; não demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos as suas ansiedades ou os seus problemas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Não precisa nem comentar o texto fala por si...

Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi.

Quinta, 23 de agosto de 2007.

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências) .

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim.

Agora, nova
mente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações.

Diante de sua
insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te
escrever uma resposta.

Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você.

São vários os motivos
que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).

Você diz, em sua última carta, que
enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem.

Esse tipo de texto apelativo pode funcionar
com muitas pessoas mas, comigo não.

Eu não sou ministra da
educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da
família.

Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não
tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa.

Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem.

Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade.

O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal.

Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada
alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e
oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola
pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)!

O governo precisa rever
suas prioridades, você não concorda?

Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática.

Concordo com você.

É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa.

Deveria se endereçada
ao Presidente da República.

Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre.

Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez,
você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença.

Lamento discordar de você Didi.

Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar.

Minha doação mensal já
é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te
garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria
muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam?

Meu filho de 12 anos quer praticar
tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida.

Você acha isso justo? Acredito que não. Você é
um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma carta para o
Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores.

Só escolher quem de fato tem vocação para o
ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação.

Peça para ele, também, fazer escolas de horário
integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais.

Dinheiro para isso tem sim!

Diga para ele priorizar a educação e utilizar
melhor os recursos.

Bem, você assina suas
cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

Eliane Sinhasique -
Mantenedora Principal dos Dois Filhos que pari
P.S.: Não me mande outra carta pedindo
dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Não deixe para amanhã...


Existem pessoas que sofrem de procrastinação crônica.

Tudo o que podem adiar, elas adiam.

Isso as vezes chega a ser irritante, te prometem uma coisa e quando o interesse delas não está intimamente ligado com o assunto elas vão protelando, retardando, remoendo, atrasando...
Serviço público é um dos setores que sofre desse mal no Brasil, mas não se dá ao luxo de ser o único responsável pelo nosso famoso "jeitinho brasileiro", tudo muito lerdo, muito nas coxas como se diz.

Eu as vezes peco por ser muito objetiva quando poderia fazer as coisas com mais calma, mas me irrita ter que esperar algo que um outro vai fazer se eu mesma posso dar conta daquilo.
Só sei que estou esperando algumas coisas acontecerem e já faz algum tempo que ninguém se mexe pois não é do estrito interesse dessas pessoas que as coisas andem, então vamos adiando, adiando, adiando...


sábado, 8 de setembro de 2007

Sobre depressão


Isso aqui realmente já está virando um vício...


Mas fiquei de escrever sobre depressão e aí vai a minha idéia...

Esses dias estava passando um fax com receitas para uma farmácia de manipulação e comecei a ler as receitas, não conheço as pessoas que pediram a manipulação, mas me chamou a atenção para uma coisa:
O remédio era Sertralina, um conhecido antidepressivo, até aí quase tudo bem, mas a minha surpresa foi a assinatura do médico: Era um GINECOLOGISTA!

Ora bolas, um ginecologista receitando antidepressivos? As vezes vejo clínicos gerais receitando antidepressivos e já acho meio estranho... Agora imaginem o contrário: Será que um psiquiatra poderia receitar anticoncepcionais?

Não estou falando isso apenas pelo fato de as especialidades estarem misturando os seus saberes e fazeres até porque podem argumentar que afinal de contas todos são médicos clínicos gerais e que apenas escolheram especialidades diferentes, não é só isso!

Estou chamando a atenção para o fato de que as pessoas não se permitem mais ficarem tristes, é tudo depressão! Já ouvi várias pessoas falarem, estou deprimida(o) hoje! Só que depressão é uma doença e que tem de graus leve a severo, mas é uma doença, que não cabe aqui citar os sintomas, mas que para ser caracterizada como depressão deve-se apresentar os sintomas por um período de no mínimo 6 (seis) meses!

Já não se ouve mais as pessoas dizerem, estou triste hoje, já se fala, estou deprê. Depressão ganhou até apelido! E com isso, com a grande demanda de neo-deprimidos os médicos se vêem na obrigação de fazer algo para ajudar, o que está no alcance deles? O medicamento. Mas o medicamento por si só não cura a depressão como doença nem a depressão como tristeza... O que está te causando essa tristeza? O que está te preocupando, o que você está sentindo? Essas perguntas com as devidas respostas (que podem ser muito longas) são abreviadas com a prescrição de uma pílula que promete lhe trazer a felicidade, aquela felicidade dos comerciais de margarina, a família feliz e sorridente!

Mas a vida não é assim, é claro que ela é complicada, mas como já disse na postagem anterior é aí que "mora" a graça da vida, nos percalços, nas curvas, na vida temos uma estrada sinuosa a percorrer, vai dizer que não dá sono numa estrada que só tem retas?




sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Nada Sei...


Nada sei dessa vida

Vivo sem saber

Nunca soube, nada saberei

Sigo sem saber...


Que lugar me pertence

Que eu possa abandonar

Que lugar me contém

Que possa me parar...


Sou errada, sou errante

Sempre na estrada

Sempre distante

Vou errando

Enquanto tempo me deixar

Errando

Enquanto o tempo me deixar...


Nada sei desse mar

Nado sem saber

De seus peixes, suas perdas

De seu não respirar...


Nesse mar, os segundos

Insistem em naufragar

Esse mar me seduz

Mas é só prá me afogar...


Sou errada, sou errante

Sempre na estrada

Sempre distante

Vou errando

Enquanto o tempo me deixar

Errando

Enquanto o tempo me deixar...


Sou errada, sou errante

Sempre na estrada

Sempre distante

Sou errada, sou errante

Sempre na estrada

Sempre distante

Vou errando

Enquanto o tempo

Me deixar passar

Errando

Enquanto o tempo me deixar...


Esses dias eu vi uma charge com o Lula usando essa música e nunca tinha reparado no conteúdo dela, é claro que a charge usava a música como metáfora para a dita ignorância do Lula no que diz respeito às falcatruas que acontecem na cara dele e ele faz de conta que não vê!

Mas eu escutei a letra dessa música com o coração aberto e me dei conta de que ela tem muito a dizer, já que somos ignorantes quanto ao nosso futuro, por mais que ajamos como se soubéssemos o que vai acontecer amanhã, na verdade não sabemos de nada, e como é bom que seja assim!

Já pensou se soubéssemos de antemão tudo o que vai acontecer com nós no dia de amanhã, na semana que vem, no mês que vem, enfim, pro resto da vida? Que chato que isso seria, uma vida sem percalços, sem novidades, sem surpresas, uma vida sem vida!

Somos seres movidos pela fantasia, pela imaginação, pela emoção e sem isso seriamos autômatos, não teríamos prazer em viver.

Já ouvi várias pessoas dizerem e muitas vezes eu mesma já disse isso. Da vida só temos uma certeza: a de que um dia vamos morrer...

Mas não pensamos nisso todos os dias, a não ser quando temos uma depressão profunda (isso já é assunto para uma próxima postagem) e que estamos tão fundo do poço que o que somente desejamos é não estarmos mais vivos no dia de amanhã para continuar sofrendo dessa maneira!

Mas de qualquer forma, vivemos como se fôssemos eternos e imortais! E as vezes é bom que seja assim, podemos nos dar ao luxo de algumas (pequenas) irresponsabilidades (desde que inocentes!) as vezes, porque ninguém é de ferro!

Então, viva a sua vida na ignorância do amanhã, nunca se sabe quando será o seu último dia na terra e é bom que se aproveite ele da melhor maneira!

Bom final de semana prolongado, graças ao feriado de hoje!



Independência ou Morte!(?)






http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_do_Brasil

Lendo sobre a Independência, a data histórica, parece que fomos heróicos em nos independizar de Portugal. No entanto uma frase do texto citado no link acima deixa mostrar a parte negativa desse momento histórico:

"Apesar de ser heróica a história do rompimento com Portugal, a independência do Brasil teve vários aspectos negativos. Na sua maioria, foi uma independência das elites, que ganharam mais liberdade econômica e política.

Coerentemente com as idéias da época, ao contrário do que desejava José Bonifácio, por exemplo, a escravidão foi mantida".

Com isso me coloco a pensar, será que realmente somos independentes? Será que a escravidão realmente acabou, será que o Brasil é realmente um país independente?

Vemos tantos escândalos no Congresso, no Senado, nosso presidente não sabe de nada, isso não é um país sério! E o pior de tudo, pergunte a 10 brasileiros o que se "comemora" hoje e poucos saberão realmente!

O nosso país já melhorou bastante, mas está longe de ser perfeito, com tantos agregados e favorecidos... As pessoas se acham espertas passando a mão no dinheiro público e não estão nem aí, pois a bandidagem está protegida, tem costas quentes...

De todo jeito, eu ainda amo o Brasil e não me vejo em outro lugar, mas de uma coisa podemos estar certos, no Sul vivemos em outro país, aqui estamos no paraíso e não sabemos...

A nossa independência é uma independência de meninos maluquinhos, só está no papel...