Esse blog é uma verdadeira caixa de retalhos, escrevo tudo o que quero, lê quem quiser e comenta quem acha alguma coisa.

sábado, 8 de maio de 2010

Para a minha Mãe!

Mãe não é aquela que dá tudo o que o filho pede, mas sim,, aquela que mostra o verdadeiro valor de cada pequena coisa...
Lembro-me da minha infância, éramos uma família que vivia num minúsculo apartamento no centro da cidade, financiado em milhares de vezes e que ambos pais trabalhavam para poder dar o mínimo para a família, e poder pagar as contas do mês.
Era uma época muito difícil de alta inflação, os preços mudavam quase que diariamente e o salário não...
Quando tinha uma boa promoção no mercado se fazia estoque, havia o rancho do mês, pois dali uma semana, tudo estaria bem mais caro.
Mas havia as pequenas alegrias... Minha mãe ia regularmente até Porto Alegre e sempre esperávamos ansiosamente seu retorno, pois ela sempre trazia alguma coisa, uma bobagenzinha que criança tanto gosta.
Quando éramos menores, eram os livrinhos de pintar e fazer atividades, depois, mais tarde, quando isso já não tinha mais nenhuma utilidade, ganhávamos uma roupa...
Nessa época, iogurte era presente, quando eu ia no mercado com meus avós, eles compravam um potinho para mim, e eu saboreava como se fosse um manjar dos deuses...
Pode até ser saudosismo, mas acho que naquela época as crianças davam mais valor às pequenas coisas... Tudo era muito batalhado, brincávamos mais com pequenas coisas, construíamos nossos brinquedos com nossa imaginação. 
Também os pais e mães tinham muito mais autoridade, um não era não, mas era muito bem argumentado, aprendi com minha mãe a não aceitar as coisas sem saber o porque da decisão, mas quando não havia mais argumento, era hora de parar de questionar e aceitar.
Não quer comer? Ok! Seu prato ficará ali no forno, a hora que tiver com fome, vai lá e pega o que restou para comer... Com isso aprendi a gostar de arroz com feijão frio... Hehehe!
Ninguém ficava correndo atrás para enfiar comida goela baixo, (se bem que no início tentaram), como vemos muitas mães fazerem hoje em dia.
A grande mensagem que se pode deixar às mães nesse dia é: Não tenham medo de negar coisas a seus filhos, há que se aprender sobre a frustração, há que se dar o real valor às pequenas coisas, a banalização dos valores faz com que as crianças não aprendam mais a frustrarem-se e isso leva a querer cada vez emoções mais fortes e intensas, às quais as drogas parecem ser um ótimo subterfúgio...
Com isso eu só tenho a dizer:
Mãe! 
Muito obrigada por me ensinar a frustrar-me e a batalhar pelas coisas que eu desejo, sem esse grande valor eu não seria o que sou hoje, uma pessoa íntegra e feliz!
Te amo Dona Mirian!

Um comentário:

Daiane Daniela disse...

Sabe, eu bem que achava muito melhor a nossa época...
Eu não comi comida fria pq era esfomeada mesmo, não à toa meu tamanho rsrs...
Mas com certeza, não era não! E isso mudou demais, pena...
Eta saudosismo!!!
Mas é bom né...