Esse blog é uma verdadeira caixa de retalhos, escrevo tudo o que quero, lê quem quiser e comenta quem acha alguma coisa.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

LIVROS ABANDONADOS



Li o texto que posto abaixo e me identifiquei horrores com o autor! Se não curto o livro eu abandono mesmo, afinal ler por obrigação é muito chato. E ninguém está me cobrando nada, se o livro é ruim para mim não leio até o fim e pronto. No entanto, existem pessoas que terminaram de ler o livro que abandonei e dizem que é maravilhoso. Bom, minha trajetória é diferente de qualquer pessoa e tem coisas que não batem. E se não bate, não adianta. 

Mas também sempre me sentia culpada quando diziam: - Mas como assim tu abandonou aquele livro maravilhoso? Bom, um livro não é um ser vivo e não tem sentimentos e se abandono dou um destino para ele e alguém vai ler até o fim.

Por outro lado, sempre leio vários livros por vez, tenho vários começados e dependendo do dia leio um diferente. Assim não enjoo da história, o que diminui as chances de abandono. Abandono vários, mas leio vários também...

O texto abaixo não é de minha autoria e o link para o mesmo está no título.

Boas razões para largar um livro


Uma defesa da leitura interrompida e os motivos mais comuns para praticá-la

DANILO VENTICINQUE

Abandonar um livro antes do fim é um hábito quase tão comum e antigo quanto o ato de ler. Quase todos fazem isso, mas muitos têm vergonha de admitir. A hesitação é justificada. Os leitores desistentes são alvo de uma patrulha. Podem ser vistos como pessoas sem força de vontade, que abandonam um texto no primeiro momento de fraqueza. Há quem questione, também, sua inteligência, ou ao menos sua capacidade para compreender determinada obra – se um leitor a largou, é porque não a entendeu. Talvez a punição mais frequente seja negar a esses leitores o direito de opinar sobre o livro que abandonaram, como se fosse leviano fazer qualquer comentário antes de chegar à última página. Quantas vezes, depois que critiquei um livro, meu interlocutor me perguntou, indignado, se eu o havia lido até o fim? 

Essas três reações podem ser resumidas na crença de que pessoas que largam obras pela metade não são verdadeiras amantes dos livros. A persistência na leitura, mesmo sem prazer, seria uma qualidade essencial a um bom leitor. 

Escrevo sobre o assunto sem qualquer pretensão de imparcialidade: sou um desistente em série. Basta uma mudança de humor, uma distração ou uma frase fora do lugar para que eu deixe um livro de lado e troque-o por outro, talvez para sempre. Minha estante é cheia de exemplares que larguei pela metade. Estão lá, há anos com o marcador na mesma página, na esperança vã de que eu um dia retome a leitura de onde parei. Haja disciplina e memória para resgatá-los. Outros, que abandonei e não tenho a menor vontade de voltar a ler, já perderam o lugar nas prateleiras. Entreguei-os a amigos, colegas e bibliotecas, para fugir do olhar reprovador que me lançavam. Que eles encontrem, em suas novas casas, leitores melhores do que eu. 

Minha profissão agravou esse defeito. Se meus hábitos de leitura na adolescência já eram irregulares e fragmentados, ser soterrado por lançamentos a cada semana os tornou absolutamente caóticos. Recebo (e compro) muito mais livros do que sou capaz de ler. Para avaliar todos, tenho de abandonar os desinteressantes depois de poucas páginas. Ainda resisto ao pecado mortal de julgar um livro pela capa, mas poucos continuam comigo até o final do primeiro capítulo. Os exemplares que não me empolgam vão parar nas mesas de colegas de trabalho. Tornou-se um desafio estimulante tentar adivinhar qual deles poderá ser tocado pelo tema de um novo livro e dar continuidade à leitura que interrompi.

Por curiosidade, criei uma tabela para catalogar minhas leituras e tentar entender a gravidade do meu hábito de abandonar livros. Ao final de um ano percebi que, para cada três obras que eu começara, apenas uma fora lida até o fim. Como o total de livros que abri foi expressivo, o número final de volumes lidos ainda era respeitável. Mesmo assim, me deixei tomar pela culpa. O fantasma da leitura interrompida me assombrava toda vez que eu lia ou ouvia algum comentário sobre um livro que abandonei. Será que o problema era comigo? Seria eu um péssimo leitor?

Comecei a me sentir melhor ao ler os resultados de uma pesquisa feita pela Goodreads, uma rede social para leitores, sobre os motivos que levavam seus usuários a largar um livro. Mais da metade dos participantes admitiu ter o hábito de desistir nas primeiras cem páginas. Apenas 38% deles disseram que liam todos os livros até o fim, pelo simples prazer de terminar tudo o que começam.

Imagino que nem todos tenham sido sinceros. Se o foram, nunca vou entender essas pessoas. Será que elas adotariam a mesma postura diante de uma caixa de leite estragado? Beberiam até o último gole, por pior que fosse o gosto? E se estivessem insatisfeitas no trabalho, continuariam infelizes por tempo indeterminado? Um relacionamento amoroso sem futuro, então, seria um atestado de infelicidade eterna.

Todos os leitores persistentes se parecem, mas cada leitor indisciplinado desiste à sua maneira.

Alguns, intimidados pelo tamanho e pela linguagem de um clássico, decidem interromper a leitura para retomá-la quando estiverem mais preparados. Moby Dick e Ulysses estão entre os clássicos mais abandonados por usuários do Goodreads. Humildes, esses leitores assumem que o problema são eles, e não os livros. Imagino que tentarão novamente um dia e conseguirão triunfar. Descobrirei a verdade quando eu finalmente terminar de ler Ulysses. 

Entre os livros de menor prestígio, um motivo frequente para a desistência é a história pouco movimentada. Cansados de esperar que algo aconteça aos personagens de um livro, os leitores preferem abandoná-los e tentar a sorte com outra obra. Problemas de enredo incomodam mais do que as falhas de estilo. Menos de 20% dos entrevistados pelo Goodreads mencionaram a prosa ruim de um autor como uma razão para parar de ler, enquanto 46% criticaram tramas lentas demais. A falta de simpatia do personagem principal também é um fator importante para a desistência. Isso vale até mesmo para livros de não-ficção: Comer, rezar, amar é um dos cinco livros mais abandonados do Goodreads, por leitores que não se encantaram com as reclamações amorosas da autora, Elizabeth Gilbert.

Dizem que nossa tolerância para ler livros que nos desagradam diminui com o tempo. Stephen King é um dos defensores dessa tese. "Se um escritor sabe o que está fazendo, eu o sigo até o fim do caminho", escreveu King, em On writing. "Se ele não sabe... bem, já passei dos cinquenta, e ainda há muitos livros por aí. Não tenho tempo para desperdiçar com os mal escritos."  

Um dos usuários do Goodreads propôs uma fórmula para determinar a quantidade mínima de páginas que devemos ler para poder largar um livro sem culpa. O número mágico é 100 menos a idade do leitor. É uma regra razoável. Eu a seguiria, se tivesse alguma disciplina – mas não tenho. Parar de ler na página 10 é tão natural quanto parar na página 73. Abrir um livro é um ritual muito mais leve e agradável quando sabemos que podemos abandoná-lo a qualquer momento. Se chegarmos ao fim, terá sido por puro amor à leitura, e não por obrigação. Que os deuses da literatura tenham piedade de nós, desistentes. E que o próximo livro seja melhor do que aquele que acabamos de largar.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Falta de comprometimento: como transformar isto?

Hoje pela manhã ao sair de casa passei pela situação citada no início do texto que reproduzo a seguir e que por acaso li e achei interessante compartilhar.

Imagem retirada da internet

Deixo claro que a autoria do texto abaixo NÃO É MINHA, ao final, segue o link da mesma.

Falta de comprometimento: como transformar isto? Autoria de Gustavo G. Boog

A falta de comprometimento se manifesta nos pequenos e grandes exemplos – nas minhas caminhadas matinais percebi de uns tempos para cá que há um número crescente de pessoas que adoram levar seus cães para passear, e que tomam seus cuidados com os dejetos caninos. Ter animais domésticos, em especial cães, é muito gostoso, mas as casas e apartamentos pequenos obrigam seus donos a levarem os bichos para suas caminhadas diárias. E, sem cuidados, os jardins, calçadas e ruas ficam perigosamente marcados com cocô de cachorro, muito desagradável de ser pisado. Agrada-me saber que as pessoas agora cuidam melhor de seus animais, contribuindo para que o ambiente seja mais limpo.

Isto é respeito pelos outros. Isto é comprometimento com o bem estar dos outros e com o meio ambiente.

Gosto de uma propaganda de automóvel, onde alguém descuidado joga lixo na rua e outro recolhe, não sem um olhar de reprovação. E é isto mesmo que precisa ser reforçado respeito pelo próximo, respeito pelo meio ambiente. Se o cocô de cachorro é uma metáfora do que ocorre em outros níveis da sociedade, cabem as perguntas...

  • o que estamos jogando de nosso lixo dentro dos limites das pessoas ao nosso redor?
  • quanta irritação, ofensas e humilhações lixo estamos jogando em cima dos outros?
  • o que estamos jogando de lixo nos rios, no ar ou em terrenos baldios? é tão mais fácil jogar entulho na rua que pagar uma remoção...?
  • o que nossa empresa empurra de produtos defeituosos para seus clientes?
  • o que está sendo causado de irritação com ineficazes serviços 0800 que deixam as pessoas por 40 minutos na espera?
 E a lista não acaba aí!

Nas empresas, a falta de comprometimento se manifesta, por exemplo, com não cumprir com o combinado numa reunião, com prazos acertados, com cláusulas contratuais, com normas e procedimentos. Quem está acostumado a cumprir aquilo que prometeu geralmente sofre com pessoas que não agem com igual empenho, pelos mais variados motivos. Tem gente que é meio desligada com prazo, que não se importa muito em cumprir uma data ou horário com o qual se comprometeu. Outros fazem isto de forma intencional. Nós vivemos numa sociedade de interdependências, e o não cumprimento de uma parte implica em atrasos no projeto inteiro ou em alguém ter que dar o sangue para assegurar o cumprimento de um prazo final comprometido. Isto custa muito dinheiro, pois gera muito desperdício de recursos e tempo, retrabalho, descoordenação, para nem falar dos desgastes emocionais desta situação.

As causas desta falta de comprometimento são muitas e escapam ao espaço deste artigo, mas com certeza a forma de perceber o mundo, os valores de consumismo desenfreado, a falta de envolvimento nos processos decisórios, entre outros, são fatores que estão definindo o nulo ou baixo comprometimento. Para transformar esta dificuldade num potencial, podemos resumir... se possível, não gere lixo. Mas, se gerar, cuide bem dele para que o próximo não fique prejudicado. Pense bem antes de assumir um compromisso; se assumir, cumpra.

O respeito ao próximo é a base de tudo.

Fonte do texto: http://ead2.fgv.br/ls5/centro_rec/docs/Falta_comprometimento_transformar.doc

terça-feira, 5 de março de 2013

SOS Casamento

Estava assistindo ao programa SOS Casamento no canal 36 da Sky, Discovery Home & Health. E me deparei com a seguinte história, vou resumir o contexto:

"Uma mulher mais velha e um homem mais jovem, já estão separados, porém ainda trabalham juntos. O motivo maior da separação é uma traição por parte do homem, porém com o desenrolar da história vão aparecendo outros conflitos. Um deles é a mãe da mulher que é dona da casa onde ambos moravam e que se mete no relacionamento. Ela quer ditar as regras do relacionamento do casal e da criação do filho da mulher. A sogra diz que queria que a filha se casasse vestida de ouro. O homem do casal não tem posses financeiras".

O programa se desenrola através de diversas dinâmicas que buscam mostrar concretamente a cada um dos envolvidos o quanto a atitude do outro o afeta e o que isso altera no relacionamento de ambos.

O que me chamou a atenção nesse contexto foi a dependência de uma mulher aparentando ter 50 anos em relação à visão e aos conceitos de sua mãe. Tudo bem que ela ainda mora com a mãe, mas a mãe tem 70 ou mais anos e deve saber se refazer de uma decepção, já deve ter vivido uma decepção, ou várias na vida. Não dá para fazer as vontades dos pais para o resto da vida. Há chegado um momento, em que precisamos deixar a segurança e a prisão do ninho para alçar novos voos. Pois ao mesmo tempo em que a zona de conforto nos dá a sensação de segurança, ela nos impede de seguir adiante, ter as próprias decepções, viver os próprios percalços, mas fazer uma história nossa.

Em algum momento da nossa vida precisamos fazer escolhas que muitas vezes podem, de alguma forma magoar algumas pessoas, mas afinal de contas, a vida é de quem mesmo? As pessoas que dão palpites estarão para sempre nesse mundo? Quando algo der errado a quem poderemos recorrer? E quem garante que a escolha foi a correta? Isso só o tempo vai dizer e se deu certo, mesmo que seja por um tempo, se tivermos sido felizes, já terá valido a pena. O que não vale a pena é ficar temendo decepcionar uma ou outra pessoa e se acovardar diante do nosso desejo. A vida é feita de escolhas que geram aprendizados e se temos o livre-arbítrio e se não estamos fazendo nada que prejudique diretamente outra pessoa, devemos seguir nosso desejo e buscar a tão sonhada felicidade. 

A felicidade não é um estado de plenitude eterna onde não haverá dificuldade, para mim, a felicidade é dar-se conta de que as suas escolhas foram as melhores escolhas que poderiam ser feitas em prol da sua história, da sua caminhada, em busca de uma vida autoral, em que as pessoas notem que você está plena, realizada. Isso pode acontecer na esquina de casa, em outra cidade, estado ou mesmo país. O que importa é que no momento certo, saiba que tem para onde voltar e será bem recebida.



A família de origem deve saber que se é necessário chantagear para manter perto uma pessoa, é porque está fazendo a coisa errada. As pessoas devem ser livres para seguir os caminhos que bem entenderem, apesar de tudo.

Algumas histórias precisam de um rumo novo, pois estando por perto tendem a sufocar e morrer...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Tempo Chegou!


Estava agora mesmo relendo essa postagem Aqui e percebi que o tempo que eu aguardava finalmente chegou!
Gostaria eu de poder voltar e dizer a mim mesma que o tempo chegaria nesse momento e que eu aproveitasse mais para viver o presente sem preocupar-me tanto com o futuro.
Esse papo está muito insólito, vou explicar:
Eu tinha recebido a notícia de que eu havia me colocado muito bem em um concurso e em Novembro achava que as coisas estavam indo muito devagar  na ordem de chamada, para que chegasse a minha vez. Qual não foi minha surpresa, que uma semana após essa postagem, recebi a notícia de que 4 pessoas haviam desistido da vaga, o que adiantaria ainda mais a minha vez na ordem de chamada.
Pois bem, recebi a convocação agora em Fevereiro e já estou fazendo os exames admissionais para tomar posse!
O que a minha amiga espírita tinha me dito era verdade, eu precisava aprender algumas coisas antes de poder assumir a vaga, uma delas é saber esperar a minha vez!