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terça-feira, 5 de março de 2013

SOS Casamento

Estava assistindo ao programa SOS Casamento no canal 36 da Sky, Discovery Home & Health. E me deparei com a seguinte história, vou resumir o contexto:

"Uma mulher mais velha e um homem mais jovem, já estão separados, porém ainda trabalham juntos. O motivo maior da separação é uma traição por parte do homem, porém com o desenrolar da história vão aparecendo outros conflitos. Um deles é a mãe da mulher que é dona da casa onde ambos moravam e que se mete no relacionamento. Ela quer ditar as regras do relacionamento do casal e da criação do filho da mulher. A sogra diz que queria que a filha se casasse vestida de ouro. O homem do casal não tem posses financeiras".

O programa se desenrola através de diversas dinâmicas que buscam mostrar concretamente a cada um dos envolvidos o quanto a atitude do outro o afeta e o que isso altera no relacionamento de ambos.

O que me chamou a atenção nesse contexto foi a dependência de uma mulher aparentando ter 50 anos em relação à visão e aos conceitos de sua mãe. Tudo bem que ela ainda mora com a mãe, mas a mãe tem 70 ou mais anos e deve saber se refazer de uma decepção, já deve ter vivido uma decepção, ou várias na vida. Não dá para fazer as vontades dos pais para o resto da vida. Há chegado um momento, em que precisamos deixar a segurança e a prisão do ninho para alçar novos voos. Pois ao mesmo tempo em que a zona de conforto nos dá a sensação de segurança, ela nos impede de seguir adiante, ter as próprias decepções, viver os próprios percalços, mas fazer uma história nossa.

Em algum momento da nossa vida precisamos fazer escolhas que muitas vezes podem, de alguma forma magoar algumas pessoas, mas afinal de contas, a vida é de quem mesmo? As pessoas que dão palpites estarão para sempre nesse mundo? Quando algo der errado a quem poderemos recorrer? E quem garante que a escolha foi a correta? Isso só o tempo vai dizer e se deu certo, mesmo que seja por um tempo, se tivermos sido felizes, já terá valido a pena. O que não vale a pena é ficar temendo decepcionar uma ou outra pessoa e se acovardar diante do nosso desejo. A vida é feita de escolhas que geram aprendizados e se temos o livre-arbítrio e se não estamos fazendo nada que prejudique diretamente outra pessoa, devemos seguir nosso desejo e buscar a tão sonhada felicidade. 

A felicidade não é um estado de plenitude eterna onde não haverá dificuldade, para mim, a felicidade é dar-se conta de que as suas escolhas foram as melhores escolhas que poderiam ser feitas em prol da sua história, da sua caminhada, em busca de uma vida autoral, em que as pessoas notem que você está plena, realizada. Isso pode acontecer na esquina de casa, em outra cidade, estado ou mesmo país. O que importa é que no momento certo, saiba que tem para onde voltar e será bem recebida.



A família de origem deve saber que se é necessário chantagear para manter perto uma pessoa, é porque está fazendo a coisa errada. As pessoas devem ser livres para seguir os caminhos que bem entenderem, apesar de tudo.

Algumas histórias precisam de um rumo novo, pois estando por perto tendem a sufocar e morrer...

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